Kathryn Mayorga, que alega ter sido sexualmente violentada pelo jogador, pediu o equivalente a R$ 122,75 milhões na cotação atual

O tribunal de recurso do 9º distrito de São Francisco, nos Estados Unidos, negou novamente um pedido de indenização solicitado pela defesa de Kathryn Mayorga a Cristiano Ronaldo, nesta terça-feira. A americana, que alega ter sido sexualmente violentada pelo jogador, solicitou o pagamento de 25 milhões de dólares do português, o equivalente a R$ 122,75 milhões na cotação atual.

A Justiça de São Francisco confirmou a decisão da juíza Jennifer Dorsey, que em junho de 2022 já havia decidido pelo arquivamento do caso. Em 2009, a mulher afirmou ter sido vítima de violência sexual cometida por Cristiano. O caso aconteceu supostamente em um hotel em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Na época, ela tinha 25 anos e Cristiano, 24. Cristiano, que alega ter havido relação sexual com consentimento, não chegou a ser formalmente acusado de crime na época. Inicialmente, o caso foi finalizado em 2010, após o pagamento de 300 mil euros (R$ 1,68 milhão) em acordo por parte do jogador à acusadora para encerrá-lo.

Mas o cenário mudou quase uma década depois. O caso foi reaberto em 2018, sob acusação de violação do acordo de confidencialidade e pedido de indenização quando o site "Football Leaks" divulgou conversas entre Cristiano e sua defesa sobre o caso. No entanto, na decisão, a magistrada fala que as alegações foram baseadas em "material roubado" e sentencia que a defesa agiu em conduta imprudente e fora dos limites por se utilizar do material vazado.

A equipe jurídica do português não contesta que ele tenha feito sexo com a mulher, mas sustenta que o encontro foi consensual. Um acordo de confidencialidade impede que os dois lados falem sobre o assunto.


Fonte: O GLOBO